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	<title>Corpo sem &#211;rg&#227;os</title>
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	<description>Recriar meu corpo, refazer meu fazer, um constante num instante. Minha arte. Teatro. Aqui.</description>
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		<title>Noite C&#234;nica</title>
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		<dc:date>26.04.09</dc:date>
		<dc:creator>ator3</dc:creator>
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Quem &#233; mais s&#225;bio, tem o costume de dizer que tudo feito com simplicidade e carinho &#233; mais bem feito. Afinal, o amor acaba sendo inclu&#237;do nos pequenos detalhes, nos gestos que, por pouco, n&#227;o passam desapercebidos. Nas artes, a simplicidade, o detalhe e o gesto sempre ganham uma grandeza, digamos, sublime. Na noite do dia 13 de mar&#231;o, uma sexta-feira de sorte, o Teatro Rubem Braga reabriu suas portas ap&#243;s um per&#237;odo curto de reestrutura&#231;&#227;o interna para receber o ano de 2009 para nossa calejada, mas ainda ativa cultura. Sem a pompa nonsense de toda inaugura&#231;&#227;o, mas com toda circunst&#226;ncia necess&#225;ria, estiveram presentes o prefeito de Cachoeiro, Carlos Casteglione, e sua esposa, Auxiliadora Zampirolli, a secret&#225;ria de Arte e Cultura do munic&#237;pio, Cristiane Rezende Fagundes Paris, o gerente do Teatro e organizador do evento, Lucimar Costa, al&#233;m de representantes das artes de nossa cidade. Al&#233;m da ocasi&#227;o da reabertura do teatro, com a &#243;tima not&#237;cia da extensa reserva do espa&#231;o para pe&#231;as teatrais e eventos culturais at&#233; o fim do ano, tamb&#233;m foi celebrado, a bem dizer com algumas horas de anteced&#234;ncia, o Dia Internacional da Poesia (14 de mar&#231;o), e nada mais pertinente que homenagear o Decano dos Trovadores Capixabas: Nelson Sylvan, falecido em janeiro deste ano, aos 98 anos. O poeta, transeunte de uma carreira semi&#243;tica, tamb&#233;m era ator, participando do primeiro grupo de teatro de Cachoeiro, a &#8220;Troupe Galikok&#244;&#8221;, entre as d&#233;cadas de 20 e 40. Suas belas trovas foram relembradas e interpretadas de diferentes formas, todas muito elogiosas, sobre o palco, em que atores profissionais dividiram a cena com alunos de escolas p&#250;blicas. Emo&#231;&#227;o ainda maior ocorreu na homenagem &#224; vi&#250;va de Nelson, Sra. Lucila, durante a performance de Maria Elvira. Um breve texto lido por uma voz suave, tenra... Uma l&#225;grima na plat&#233;ia, uma emo&#231;&#227;o no espa&#231;o teatral. A apresenta&#231;&#227;o da Orquestra Sol Maior engrandeceu ainda mais a bem-sucedida noite. A orquestra Cachoeirense dirigida por Hebert Cock, &#233; composta por jovens m&#250;sicos cachoeirenses que reproduzem, com muito talento e sensibilidade, cl&#225;ssicos da m&#250;sica erudita e popular brasileira. 
Ainda nessa noite, um document&#225;rio sobre &#8220;Seu&#8221; Nelson foi exibido pelo Cine Clube Jece Valad&#227;o atrav&#233;s de uma parceria com o Projeto Mem&#243;ria Viva, mostrando aos expectadores uma faceta do poeta que poucas pessoas haviam tido a oportunidade de presenciar: um Nelson espirituoso ao parodiar Raul Sampaio Cocco para falar do calor de nossa cidade e ao lembrar de seus tempos de juventude, em que &#34;a chuva ca&#237;a barulhenta sobre a telha de zinco do cinema, mas n&#227;o importava, pois os filmes eram mudos&#34;. Foi o momento em que a nostalgia, um pouco grave devido &#224; sensa&#231;&#227;o de perda, deu lugar a uma atmosfera leve e preenchida por risadas coniventes, carinhosas. Sentimentos que prometem, artisticamente, prevalecer na nova e agitada temporada do Teatro Rubem Braga nesse ano. Texto de: Luiz Carlos Cardoso e Milena Paix&#227;o. </description>
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	<item rdf:about="http://corposemorgaos.blog.terra.com.br/eu_antonin_artaud">
		<title>Eu, Antonin Artaud</title>
		<link>http://corposemorgaos.blog.terra.com.br/eu_antonin_artaud</link>
		<dc:date>18.03.09</dc:date>
		<dc:creator>ator3</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>Passei nove anos num asilo de alienados.Fizeram-me ali uma medicina que nunca deixou de me revoltar. Essa medicina chama-se eletrochoque,consiste em meter o paciente num banho de eletricidade fulmin&#225;-lo e p&#244;-lo bem esfolado a nu e expor-lhe o corpo tanto externo como interno &#224; passagem de uma corrente que vem do lugar onde n&#227;o se est&#225; nem deveria estar para l&#225; estar. O eletrochoque &#233; uma corrente que eles arranjam sei l&#225; como, que deixa o corpo, o corpo son&#226;mbulo interno, estacion&#225;rio para ficar sob a al&#231;ada da lei arbitr&#225;ria do ser, em estado de morte por paragem do cora&#231;&#227;o. Antonin Artaud
ARTAUD, Antonin. Surrealismo e revolu&#231;&#227;o. In: WILLER, Cl&#225;udio. Escritos de Antonin Artaud. Cole&#231;&#227;o Rebeldes &#38; Malditos - v. 5. Porto Alegre: L&#38;PM, 1983. p. 76 e 79. 
&#160;

Ser ou n&#227;o ser? N&#227;o ser!</description>
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	<item rdf:about="http://corposemorgaos.blog.terra.com.br/por_que_seu_blog_se_chama_corpo_sem_orga">
		<title>"Por que seu blog se chama Corpo sem &#211;rg&#227;os?"</title>
		<link>http://corposemorgaos.blog.terra.com.br/por_que_seu_blog_se_chama_corpo_sem_orga</link>
		<dc:date>17.02.09</dc:date>
		<dc:creator>ator3</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>
Quantas vezes eu j&#225; ouvi essa perguntinha dos meus queridos leitores-amigos-ass&#237;duos? Pra quem &#233; leigo, estranha ao ver esse termo: imaginam um corpo vazio, sem nada, e a&#237; leem a descri&#231;&#227;o que fa&#231;o do blog - teatro, aqui, coisa e tal... - e a d&#250;vida ainda persiste. O que um corpo, sem &#243;rg&#227;os, tem a ver com um blog sobre teatro?
Ai &#233; que t&#225;! Como disse, pra um leigo, nada significa. Mas o termo Corpo sem &#211;rg&#227;os vem de um dos maiores teatr&#243;logos da hist&#243;ria do teatro: Antonin Artaud. J&#225; escrevi sobre ele aqui. Nesse ano de 2009, sua presen&#231;a em minha vida est&#225; ainda mais influente. Ele e seu Teatro da Crueldade &#233; tema de minha monografia.
Portanto, amigo, mesmo que voc&#234; n&#227;o esteja interessado, vou falar um pouco mais desse franc&#234;s e de sua arte.

Antonin Marie Joseph Artaud&#160;(04.set.1896 - 04.mar.1948)&#160;foi muitos. Quis ser um todo da qual nem ele soube o tamanho de sua totalidade. Vivente de uma &#233;poca de transforma&#231;&#245;es pol&#237;ticas e sociais, Artaud encontrou no teatro a forma m&#225;xima de expressar o seu anseio pela revolu&#231;&#227;o. Que revolu&#231;&#227;o foi essa? Ora, o pr&#243;prio autor busca defini-la atrav&#233;s de vari&#225;veis nomenclaturas: alquimia, metaf&#237;sica, crueldade... Conceituar um nome n&#227;o &#233; importante, haja vista que seus conceitos e suas express&#245;es v&#227;o al&#233;m do determinismo.
Para Artaud, o teatro &#233; a forma de express&#227;o e de comunica&#231;&#227;o humana mais pura e verdadeira aonde pode acontecer uma revolu&#231;&#227;o social, pois &#233; na vida que a cultura se fundamenta para existir. &#8220;[...] Um novo &#243;rg&#227;o, uma esp&#233;cie de segundo esp&#237;rito [...]&#8221; (ARTAUD, 2006: 02), pois &#233; na cultura, pela cultura, atrav&#233;s da cultura que o homem age, pensa, transforma, modifica. E &#233; nessa cultura, indissol&#250;vel, que Artaud prop&#245;e uma nova intensidade de exist&#234;ncia, um novo olhar sobre a sociedade vigente com seus valores, morais e &#233;ticas. O Teatro da Crueldade prop&#245;e um olhar interno, um t&#250;nel rumo ao questionamento de nossa exist&#234;ncia em uma terra de hierarquias e estruturas pr&#233;-concebidas. Ele possui um olhar sobre o indiv&#237;duo - e aquilo que o constitui - particularmente peculiar, dotada de incr&#237;vel complexidade e, ao mesmo tempo, sempre contempor&#226;nea. Entretanto, o pr&#243;prio Artaud esclarece: &#8220;Meu ponto de vista &#233; nitidamente antissocial&#8221; (ARTAUD apud FEL&#205;CIO, 1996: 59). 
E quanto ao corpo sem &#243;rg&#227;os, explico: Artaud prop&#245;e a desconstru&#231;&#227;o do corpo, um corpo sem &#243;rg&#227;os, s&#243; de sangue e osso, desfazendo-se da cria&#231;&#227;o do divino e do corpo social, corpo esse formatado por uma civiliza&#231;&#227;o alienadora. Ou seja, a id&#233;ia &#233; desfazer-se de um corpo que n&#227;o pertence mais ao ser.
Refer&#234;ncias:ARTAUD, Antonin. O teatro e seu duplo. 3&#170; ed. S&#227;o Paulo: Martins Fontes, 2006. FEL&#205;CIO, Vera L&#250;cia. A procura da lucidez em Artaud. S&#227;o Paulo: Perspectiva: FAPESP, 1996. </description>
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	<item rdf:about="http://corposemorgaos.blog.terra.com.br/encontro_de_mae">
		<title>Encontro de M&#227;e</title>
		<link>http://corposemorgaos.blog.terra.com.br/encontro_de_mae</link>
		<dc:date>17.01.09</dc:date>
		<dc:creator>ator3</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
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A vejo como no acaso do destino.Cumprimentoe tenho, de primeiro tempo, a insola&#231;&#227;o que a luz de seus olhos irradiam. Em segundo tempo, abra&#231;o-a fraternalmente, mas seu corpo me aperta desesperadamente como se eu fosse sua cria, seu filho amado, seu bezerro desmamado... Uma cria que fugiu e nunca mais voltou. Perdeu-se no tempo e se desvairou... E percebo que cada abra&#231;o seu &#233; como se cada um que o recebe fosse um pouco filho seu. Um pedacinho dele est&#225; em cada um e cada um &#233; seu cada qual. Seu acalanto. Seu abra&#231;o de m&#227;e como por um encanto, como se seu filho fora, outrora, numa m&#225; hora, assassinado. Retirado de cena. Da maneira mais obscena. Morto. Cegado. Retirado. E assim se fez. Fora de vez. 
Quinta-feira, 15 de janeiro de 2009.Para D. Regina, m&#227;e de Luciano Rezende Junior, assassinado injustamente em 2008.</description>
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	<item rdf:about="http://corposemorgaos.blog.terra.com.br/1o_festival_de_leituras_dramaticas_ultim">
		<title>1&#186; Festival de Leituras Dram&#225;ticas - &#218;ltimo Dia</title>
		<link>http://corposemorgaos.blog.terra.com.br/1o_festival_de_leituras_dramaticas_ultim</link>
		<dc:date>15.12.08</dc:date>
		<dc:creator>ator3</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>
O&#160;&#250;ltimo dia (s&#225;bado, 13 de dezembro) do 1&#186; Festival de Leituras Dram&#225;ticas teve a participa&#231;&#227;o do Grupo Teatral Gota, P&#243; e Poeira com a leitura dram&#225;tica do texto &#34;Absurda Com&#233;dia de Duas Vidas&#34;, obra in&#233;dita de Carlos Ola, diretor do grupo. Em cena, Mayk Malfasine e Edmar da Silva.

Na plat&#233;ia, p&#250;blico de todas as classes, todos os tipos.
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		<dc:date>26.04.09</dc:date>
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		<dc:subject>Artes</dc:subject>
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Quem &#233; mais s&#225;bio, tem o costume de dizer que tudo feito com simplicidade e carinho &#233; mais bem feito. Afinal, o amor acaba sendo inclu&#237;do nos pequenos detalhes, nos gestos que, por pouco, n&#227;o passam desapercebidos. Nas artes, a simplicidade, o detalhe e o gesto sempre ganham uma grandeza, digamos, sublime. Na noite do dia 13 de mar&#231;o, uma sexta-feira de sorte, o Teatro Rubem Braga reabriu suas portas ap&#243;s um per&#237;odo curto de reestrutura&#231;&#227;o interna para receber o ano de 2009 para nossa calejada, mas ainda ativa cultura. Sem a pompa nonsense de toda inaugura&#231;&#227;o, mas com toda circunst&#226;ncia necess&#225;ria, estiveram presentes o prefeito de Cachoeiro, Carlos Casteglione, e sua esposa, Auxiliadora Zampirolli, a secret&#225;ria de Arte e Cultura do munic&#237;pio, Cristiane Rezende Fagundes Paris, o gerente do Teatro e organizador do evento, Lucimar Costa, al&#233;m de representantes das artes de nossa cidade. Al&#233;m da ocasi&#227;o da reabertura do teatro, com a &#243;tima not&#237;cia da extensa reserva do espa&#231;o para pe&#231;as teatrais e eventos culturais at&#233; o fim do ano, tamb&#233;m foi celebrado, a bem dizer com algumas horas de anteced&#234;ncia, o Dia Internacional da Poesia (14 de mar&#231;o), e nada mais pertinente que homenagear o Decano dos Trovadores Capixabas: Nelson Sylvan, falecido em janeiro deste ano, aos 98 anos. O poeta, transeunte de uma carreira semi&#243;tica, tamb&#233;m era ator, participando do primeiro grupo de teatro de Cachoeiro, a &#8220;Troupe Galikok&#244;&#8221;, entre as d&#233;cadas de 20 e 40. Suas belas trovas foram relembradas e interpretadas de diferentes formas, todas muito elogiosas, sobre o palco, em que atores profissionais dividiram a cena com alunos de escolas p&#250;blicas. Emo&#231;&#227;o ainda maior ocorreu na homenagem &#224; vi&#250;va de Nelson, Sra. Lucila, durante a performance de Maria Elvira. Um breve texto lido por uma voz suave, tenra... Uma l&#225;grima na plat&#233;ia, uma emo&#231;&#227;o no espa&#231;o teatral. A apresenta&#231;&#227;o da Orquestra Sol Maior engrandeceu ainda mais a bem-sucedida noite. A orquestra Cachoeirense dirigida por Hebert Cock, &#233; composta por jovens m&#250;sicos cachoeirenses que reproduzem, com muito talento e sensibilidade, cl&#225;ssicos da m&#250;sica erudita e popular brasileira. 
Ainda nessa noite, um document&#225;rio sobre &#8220;Seu&#8221; Nelson foi exibido pelo Cine Clube Jece Valad&#227;o atrav&#233;s de uma parceria com o Projeto Mem&#243;ria Viva, mostrando aos expectadores uma faceta do poeta que poucas pessoas haviam tido a oportunidade de presenciar: um Nelson espirituoso ao parodiar Raul Sampaio Cocco para falar do calor de nossa cidade e ao lembrar de seus tempos de juventude, em que &#34;a chuva ca&#237;a barulhenta sobre a telha de zinco do cinema, mas n&#227;o importava, pois os filmes eram mudos&#34;. Foi o momento em que a nostalgia, um pouco grave devido &#224; sensa&#231;&#227;o de perda, deu lugar a uma atmosfera leve e preenchida por risadas coniventes, carinhosas. Sentimentos que prometem, artisticamente, prevalecer na nova e agitada temporada do Teatro Rubem Braga nesse ano. Texto de: Luiz Carlos Cardoso e Milena Paix&#227;o. </description>
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ARTAUD, Antonin. Surrealismo e revolu&#231;&#227;o. In: WILLER, Cl&#225;udio. Escritos de Antonin Artaud. Cole&#231;&#227;o Rebeldes &#38; Malditos - v. 5. Porto Alegre: L&#38;PM, 1983. p. 76 e 79. 
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		<title>"Por que seu blog se chama Corpo sem &#211;rg&#227;os?"</title>
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Quantas vezes eu j&#225; ouvi essa perguntinha dos meus queridos leitores-amigos-ass&#237;duos? Pra quem &#233; leigo, estranha ao ver esse termo: imaginam um corpo vazio, sem nada, e a&#237; leem a descri&#231;&#227;o que fa&#231;o do blog - teatro, aqui, coisa e tal... - e a d&#250;vida ainda persiste. O que um corpo, sem &#243;rg&#227;os, tem a ver com um blog sobre teatro?
Ai &#233; que t&#225;! Como disse, pra um leigo, nada significa. Mas o termo Corpo sem &#211;rg&#227;os vem de um dos maiores teatr&#243;logos da hist&#243;ria do teatro: Antonin Artaud. J&#225; escrevi sobre ele aqui. Nesse ano de 2009, sua presen&#231;a em minha vida est&#225; ainda mais influente. Ele e seu Teatro da Crueldade &#233; tema de minha monografia.
Portanto, amigo, mesmo que voc&#234; n&#227;o esteja interessado, vou falar um pouco mais desse franc&#234;s e de sua arte.

Antonin Marie Joseph Artaud&#160;(04.set.1896 - 04.mar.1948)&#160;foi muitos. Quis ser um todo da qual nem ele soube o tamanho de sua totalidade. Vivente de uma &#233;poca de transforma&#231;&#245;es pol&#237;ticas e sociais, Artaud encontrou no teatro a forma m&#225;xima de expressar o seu anseio pela revolu&#231;&#227;o. Que revolu&#231;&#227;o foi essa? Ora, o pr&#243;prio autor busca defini-la atrav&#233;s de vari&#225;veis nomenclaturas: alquimia, metaf&#237;sica, crueldade... Conceituar um nome n&#227;o &#233; importante, haja vista que seus conceitos e suas express&#245;es v&#227;o al&#233;m do determinismo.
Para Artaud, o teatro &#233; a forma de express&#227;o e de comunica&#231;&#227;o humana mais pura e verdadeira aonde pode acontecer uma revolu&#231;&#227;o social, pois &#233; na vida que a cultura se fundamenta para existir. &#8220;[...] Um novo &#243;rg&#227;o, uma esp&#233;cie de segundo esp&#237;rito [...]&#8221; (ARTAUD, 2006: 02), pois &#233; na cultura, pela cultura, atrav&#233;s da cultura que o homem age, pensa, transforma, modifica. E &#233; nessa cultura, indissol&#250;vel, que Artaud prop&#245;e uma nova intensidade de exist&#234;ncia, um novo olhar sobre a sociedade vigente com seus valores, morais e &#233;ticas. O Teatro da Crueldade prop&#245;e um olhar interno, um t&#250;nel rumo ao questionamento de nossa exist&#234;ncia em uma terra de hierarquias e estruturas pr&#233;-concebidas. Ele possui um olhar sobre o indiv&#237;duo - e aquilo que o constitui - particularmente peculiar, dotada de incr&#237;vel complexidade e, ao mesmo tempo, sempre contempor&#226;nea. Entretanto, o pr&#243;prio Artaud esclarece: &#8220;Meu ponto de vista &#233; nitidamente antissocial&#8221; (ARTAUD apud FEL&#205;CIO, 1996: 59). 
E quanto ao corpo sem &#243;rg&#227;os, explico: Artaud prop&#245;e a desconstru&#231;&#227;o do corpo, um corpo sem &#243;rg&#227;os, s&#243; de sangue e osso, desfazendo-se da cria&#231;&#227;o do divino e do corpo social, corpo esse formatado por uma civiliza&#231;&#227;o alienadora. Ou seja, a id&#233;ia &#233; desfazer-se de um corpo que n&#227;o pertence mais ao ser.
Refer&#234;ncias:ARTAUD, Antonin. O teatro e seu duplo. 3&#170; ed. S&#227;o Paulo: Martins Fontes, 2006. FEL&#205;CIO, Vera L&#250;cia. A procura da lucidez em Artaud. S&#227;o Paulo: Perspectiva: FAPESP, 1996. </description>
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A vejo como no acaso do destino.Cumprimentoe tenho, de primeiro tempo, a insola&#231;&#227;o que a luz de seus olhos irradiam. Em segundo tempo, abra&#231;o-a fraternalmente, mas seu corpo me aperta desesperadamente como se eu fosse sua cria, seu filho amado, seu bezerro desmamado... Uma cria que fugiu e nunca mais voltou. Perdeu-se no tempo e se desvairou... E percebo que cada abra&#231;o seu &#233; como se cada um que o recebe fosse um pouco filho seu. Um pedacinho dele est&#225; em cada um e cada um &#233; seu cada qual. Seu acalanto. Seu abra&#231;o de m&#227;e como por um encanto, como se seu filho fora, outrora, numa m&#225; hora, assassinado. Retirado de cena. Da maneira mais obscena. Morto. Cegado. Retirado. E assim se fez. Fora de vez. 
Quinta-feira, 15 de janeiro de 2009.Para D. Regina, m&#227;e de Luciano Rezende Junior, assassinado injustamente em 2008.</description>
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		<title>1&#186; Festival de Leituras Dram&#225;ticas - &#218;ltimo Dia</title>
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		<dc:date>15.12.08</dc:date>
		<dc:creator>ator3</dc:creator>
		<dc:subject>Artes</dc:subject>
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O&#160;&#250;ltimo dia (s&#225;bado, 13 de dezembro) do 1&#186; Festival de Leituras Dram&#225;ticas teve a participa&#231;&#227;o do Grupo Teatral Gota, P&#243; e Poeira com a leitura dram&#225;tica do texto &#34;Absurda Com&#233;dia de Duas Vidas&#34;, obra in&#233;dita de Carlos Ola, diretor do grupo. Em cena, Mayk Malfasine e Edmar da Silva.

Na plat&#233;ia, p&#250;blico de todas as classes, todos os tipos.
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